quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Nova sede do IMS Paulista tem biblioteca e três exposições em cartaz

Instalação de Sofia Borges na exposição Corpo a Corpo: apenas uma
das atrações do novo IMS Paulista (fotos: Daniel Ramos)


No sábado (23), visitei a recém-inaugurada sede do Instituto Moreira Salles, na Avenida Paulista. O IMS é conhecido por possuir, por exemplo, um acervo de fotografia muito rico, com mais de 2 milhões de imagens de autores renomados, como Marcel Gautherot, José Medeiros e outros.
O novo prédio, inaugurado no último dia 20, possui ao todo nove andares, com três espaços para exposições, uma biblioteca, salas para cursos e palestras e um cineteatro.


Um dos fatores que chama a atenção nestas novas instalações é a biblioteca. inteiramente dedicada à fotografia e às artes visuais, que possui uma grande variedade de títulos, indo desde a teoria fotográfica até trabalhos individuais e coletivos. O acesso e a consulta a este acervo são totalmente gratuitos.

Detalhe do acervo da biblioteca do IMS

Além disso, três espaços do prédio - além do estúdio, também dedicado a oficinas, projeções e acesso digital ao acervo do IMS - são inteiramente dedicados a instalações e exposições itinerantes.
Na primeira galeria, está a videoinstalação The Clock ("O Relógio"), do americano Christian Marclay, que reúne cenas de filmes e de programas de TV onde aparece um relógio; a projeção dura exatamente 24 horas e, quando os relógios aparecem na tela, coincidem exatamente com o horário local.
A intenção do artista é chamar a atenção sobre a relação que as pessoas estabelecem com o tempo.

No espaço seguinte, uma exposição coletiva: Corpo a Corpo reúne alguns nomes da nova fotografia brasileira, como Bárbara Wagner, Jonathas de Andrade e Sofia Borges.
Com um forte tom de crítica sócio-política presente nas obras, esta mostra busca enfoque no papel da imagem no Brasil atual e também nas diferenças sociais.


Retratos de MCs de Bárbara Wagner (na foto de cima) e instalação de
Jonathas de Andrade em
Corpo a Corpo: enfoque nas diferenças sociais

Um andar acima, duas mostras de um mesmo autor: Os Americanos e Os Livros e Os Filmes, de Robert Frank, suíço radicado nos EUA.
Os Americanos reúne 83 imagens originais, que pertencem à Maison Européenne de la Photographie, de Paris - e chama a atenção pela sensibilidade das imagens, que mostram o olhar de Frank sobre a sociedade norte-americana da década de 1950.
Estas imagens também compõem um livro, publicado por Frank em 1959.

Em Os Livros e os Filmes, Frank mostra o seu outro lado, como produtor de filmes/documentários e de livros fotográficos autorais.
Particularmente, este andar dedicado a Robert Frank foi o que mais me chamou a atenção, justamente pelo sentimento presente em suas fotografias.

Detalhe da exposição Os Americanos, de Robert Frank

No estúdio, localizado no último andar, está a projeção audiovisual intitulada São Paulo: Três Ensaios Visuais, que reúne obras de vários autores, como Cristiano Mascaro, Henri Ballot, Thomaz Farkas e outros, pertencentes ao acervo do IMS, que mostram a evolução da cidade de São Paulo, desde meados do século XIX até os dias atuais.
No mesmo andar, está a mostra Câmera Aberta, de Michael Wesely, que exibe a evolução do processo de construção da nova sede do IMS.

Obras da mostra Câmera Aberta, de Michael Wesely, que exibem a
evolução da obra do novo IMS


Há muita coisa a ser explorada dentro do novo IMS - é o tipo do lugar que é difícil de se visitar por apenas um dia.
Trata-se de mais uma opção cultural dentro da cidade de São Paulo, e, sobretudo, um prato cheio para aqueles que apreciam a arte fotográfica - e que, como eu, além de observar as tendências, buscam fontes de inspiração.


Instituto Moreira Salles - São Paulo

Horário de funcionamento: de terça a domingo e feriados (exceto em segundas-feiras), das 10 às 20hs; quintas, até as 22hs.
Biblioteca: de terça à sexta, das 10 às 20hs; sábados e feriados, das 10 às 18hs
Local: Av. Paulista, 2424 - Bela Vista
(próximo à estação Consolação do metrô - linha 2, verde)

A visitação é gratuita, tanto para as exposições quanto para a biblioteca.
A programação completa pode ser conferida no site do IMS.


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