quarta-feira, 30 de março de 2016

Seleção começa mal, mas se recupera e busca empate fora de casa com o Paraguai

Brasil arrancou empate contra o Paraguai fora de casa
(foto: AFP)
 
A Seleção Brasileira tinha tudo para dar um vexame hoje no estádio Defensores del Chaco, em Assunção no Paraguai, diante da seleção da casa.
No geral, fez um péssimo jogo, e chegou a ficar em desvantagem de 2 a 0 para o adversário. Mas, para sorte da equipe canarinho, os paraguaios recuaram demais, e permitiram a reação.
O Brasil sai com um ponto na conta, mas fica apenas na sexta colocação das Eliminatórias - fora da zona de classificação.


O time brasileiro entrou em campo com dois desfalques: Neymar e David Luiz, suspensos por tomarem o segundo cartão amarelo, foram substituídos por Ricardo Oliveira e Gil, que começaram como titulares.

Logo no começo da partida, o Paraguai tentou se impor no jogo, e foi pra cima - inclusive, obrigando o goleiro Alisson a fazer duas boas defesas.
E teve que fazer uma substituição logo de cara: Jorge Benitez sentiu após dividida com Filipe Luís, e teve que sair para a entrada do experiente Roque Santa Cruz.
O Brasil até criou algumas oportunidades, primeiro com Renato Augusto chutando de fora da área, aos 26 minutos do primeiro tempo - a bola foi por cima do gol; um minuto depois, Ricardo Oliveira mandou uma bola no travessão.

Mas, aos 40 minutos, o Paraguai abriu o placar com Lezcano, que entrou na área brasileira livre de marcação, e fez o Defensores del Chaco vir abaixo.

Jogadores paraguaios comemoram gol de Lezcano
(foto: Reprodução/Twitter)

Na volta para a segunda etapa, o técnico Dunga fez uma alteração: colocou Hulk no lugar de Fernandinho.
Mas novamente, os donos da casa levaram a melhor e ampliaram o placar aos 3 minutos, com Benitez, que recebeu passe de Ortiz, driblou Daniel Alves e tocou na saída de Alisson.
2 a 0 para o Paraguai, e agonia para a Seleção Brasileira.

A partir daí, os paraguaios tentaram administrar o resultado e foram recuando ao longo do segundo tempo.
Dunga ainda viria a fazer mais duas alterações: sacou Luiz Gustavo para a entrada de Lucas Lima e colocou Jonas no lugar de Ricardo Oliveira.
Mas, antes de ser substituído, o matador santista descontou para a equipe canarinho, aos 33 minutos, aproveitando rebote do goleiro paraguaio Villar, que defendeu parcialmente um chute de Hulk.

Ricardo Oliveira comemora seu gol, que abriu caminho para o
empate brasileiro (foto: AP)

Nesse momento, o Brasil chegou a ter 60% da posse de bola, enquanto o Paraguai se preocupava com a defesa.
E o milagre brasileiro aconteceu já nos acréscimos: Daniel Alves recebeu de Willian pela direita, invadiu a área paraguaia, trouxe para a canhota e bateu no canto de Villar, salvando o time de Dunga de uma derrota que parecia certa.

E por pouco o Brasil não virou o placar: Daniel Alves arriscou de longa distância, Villar deu rebote, e Filipe Luís tentou completar de carrinho, mas o goleiro paraguaio conseguiu se recuperar. Jonas ainda tentou um cruzamento, mas a bola já havia saído.
Por fim, o empate acabou ficando (mais ou menos) de bom tamanho.

O fato é que, desde a derrota por 7 a 1 diante da Alemanha na Copa de 2014, a Seleção Brasileira não é mais a mesma. Dunga assumiu o lugar de Felipão como técnico, mas a verdade é que, da Copa pra cá, pouca coisa mudou.
A Seleção até foi bem em alguns amistosos de lá pra cá - mas quando os jogos eram pra valer, fez feio: foi eliminada por este mesmo Paraguai na Copa América, no ano passado, nos pênaltis. E agora, nas Eliminatórias da próxima Copa, faz uma campanha razoável: duas vitórias (contra Venezuela e Peru, equipes de menor expressão), três empates (contra Argentina, Uruguai e Paraguai) e uma derrota (diante do Chile, na estreia).
Razoável, pra dizer o mínimo: pois até aqui, as atuações foram pouco convincentes, e o Brasil está momentaneamente fora da zona de classificação - se a competição terminasse agora, estaríamos fora da Copa da Rússia, sem sequer ir pra repescagem.

É, Dunga... se quiser abocanhar essa vaga, vai ter que trabalhar muito. E fazer os jogadores convocados atuarem com mais raça e amor à camisa verde e amarela.
Do contrário, ficaremos fora de uma Copa do Mundo pela primeira vez na história. E acredito que não é isso que o torcedor quer.

O Brasil só volta a campo pelas Eliminatórias em setembro, quando enfrentará o Equador fora de casa.
É esperar pra ver.

(Fonte: globoesporte.com)

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